Brisa Moura na Ilha do Retiro
Retorno a esta tentativa fúnebre de me manter ativo e pensamente, para que assim, as doenças de alzheimer não possam me atingir tão fortemente nos próximos anos. Além disso, corro em uma tentiva de regurjitar tudo aquilo que li e vi nos últimos tempos. Agraciado com o fim do período letivo, a docência pode me permitir algum tempo livro durante as tals chamadas férias escolares, e com às, me permiti assistir uma obra na calada da noite em meu telefone. O filme "A Noite do Espantalho", um filme musical cordelístico de Sérgio Ricardo - aquele mesmo que ficara famoso pelas trilhas sonoras das obras de Glauber Rocha - do ano de 1974 me arrebatou como uma flecha, ou talvez como uma peixeira esvoaçante para os mais místicos.
Nesta obra, que fora escolhida como nosso representante para o Oscar de filme estrangeiro do ano não obteve grande sucesso na mídia tradicional, e não venho aqui discutir a obra e as temáticas e sub-temáticas em si neste meu distante, conteudista e enfadonho texto. A parte que me preocupa e que me chamou a atenção na obra fora a estética envolta de todo o cenário, que mesmo que as vestimentas, os sotaques e a pasaigem possam parecer repetitivos para um brasileiro em 2025, onde estamos acostumado e já de "saco cheio" de se escutar sobre a seca do sertão e de todo sofrimento do nordestino (onde grande parte das vezes é interpretado por um sudestino com um sotaque extremamente caricato), ainda carregam alguma lição importante para alguns músculos vivos da sociedade brasileira, e como de costume quero discuti-lo dentro da prática do esporte bretão, mas antes disso, um pequeno recap para completar embasamento do o quê quero discutir.